Lixa: uma visão de passado e presente




Eu gosto bastante da solução da Esquerda Social, vulgarmente conhecida por Geringonça, porém, quando migramos para a luta da política de âmbito local, nomeadamente a relacionada com o nosso concelho, ficamos a perceber que esta "máquina bem oleada" não tem existido.

Felizmente, em contra-ponto surgem, aqui e ali, algumas freguesias onde isso não tem acontecido e a máquina tem funcionado muito bem. Cito, obviamente, a máquina da União de Freguesias de Macieira da Lixa e Caramos que é aquela que mais tenho vindo a acompanhar.

Se olharmos o antes e o depois de Marco Silva em Macieira da Lixa, iremos perceber bastantes diferenças e todos os cidadãos desta freguesia e das limítrofes perceberão que há obra feita e percebe-se para onde tem ido o seu dinheiro. Já na união de freguesias vizinha, a de União de Freguesias de Vila Cova da Lixa e Borba de Godim, infelizmente, isso não tem acontecido.

Se não considerarmos a evolução provocada pelo investimento privado, ao olharmos para Lixa Cidade e as suas duas freguesias que, até agora, lhe dão corpo podemos perceber que nada tem sido feito - com a exceção de umas rotundas e umas intervenções pontuais e parciais em duas ruas próximas ao centro - Rua Dr. António Ferreira Gomes e Rua dos Bombeiros Voluntários) e que não se nota nenhuma evolução. Não será, com certeza, o Parque de Merendas de Borba de Godim que me fará mudar de ideias.

Quando estamos perante duas freguesias de cariz cada vez mais urbano, onde cada vez há mais pessoas a residir, temos que perceber que isso tem que se perceber na criação de condições para que as pessoas possam se fixar a trabalhar no concelho ou, caso não o consigam, não façam da sua área de residência apenas um dormitório.

Temos mesmo de fazer mais, aliás, muito mais pela Lixa e por esta cidade que a todos nos tem de conquistar. Temos que procurar cativar investimento privado mas esse investimento não chega.

Temos que procurar animar o centro da cidade durante a época das chuvas e isso só acontece com mais cultura.

😶 ✒️ 💻

Se calhar não deveria ter boca, caneta ou ambição mas tenho e por isso sinto-me triste com as pessoas que não se importam com o momento desta linda cidade.

Quando paro para pensar lembro-me de duas pessoas que já não estão entre nós: uma com quem falava quando era bem jovem e que me conta histórias que eu não podia escrever e que adorava ter gravado mas era tão novo que não tinha condições para o fazer e outra pessoa que nos deixou à pouco tempo - e que não se importaria de ser citado - o Sr. Soares do Alto da Lixa com quem também algumas vezes falei sobre estas coisas. Ele dizia-me, por outras palavras, que as pessoas no passado tinham outra fibra, outra forma de ver as coisas.

E isto é bem verdade mas, no meu entender, não é só. Antigamente poucas pessoas tinham carro logo andavam a pé e por isso, se queriam fazer coisas, tinham que as fazer perto. Foi assim que muita coisa que aconteceu e agora, com carros e com a pouca capacidade de inovar na nossa cidade, as pessoas acabam por fugir. Na nossa cidade (ou concelho) há pouca oferta cultural e a que há é muito pouco ou mal divulgada.

Ninguém, aparentemente, se importa por fazer mais e melhor. É preciso mudar e mudar de verdade.

Será que alguém aceita o desafio de se juntar à luta?

Não sei o que podemos fazer mas sei que, se não fizermos nada, tudo vai ficar na mesma. Eu cá tenho tentado uma e outra vez fazer diferente mas, infelizmente, sozinho eu não o vou conseguir. Sozinho ninguém consegue!

Ismael Guimarães, AD

Sou um jovem adulto com muita tendência para a inovação. Tenho alguns projetos na gaveta que estão lá à espera do momento certo, de conhecer as pessoas certas ou de encontrar os parceiros certos.

Neste caso, esses parceiros teriam que ser da área do marketing, do webdesign e da fotografia, bem como da área do capital (de risco) pois sem dinheiro nada se consegue. Está bem presente em minha vida que Dinheiro gera Dinheiro!

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