Incêndios: do Combate à Prevenção


O Combate

Ano após ano Portugal debate-se com o combate aos incêndios, um combate que envolve os meios terrestres do costume - na sua maioria Bombeiros Voluntários - e os meios aéreos que são normalmente quadros da força aérea que durante as férias vão trabalhar para empresas privadas para voar no combate aos incêndios.

Será que alguém vê na contratação de meios aéreos a empresas privadas uma boa forma de se fazer política em Portugal? Será que não deve ser a Força Aérea a fazer diretamente o combate?

Se não vejo nada contra o aluguer dos meios aéreos de combate a incêndios durante o período "Bravo", estou certamente contra que isso tenha que incluir a mão-de-obra que, no caso, é mão-de-obra formada pelo Força Aérea e não pela empresa que aluga os meios aéreos e por esse facto não tem que ser ressarcida em nada pelo uso dessa mão-de-obra.

Se tem que se pagar mais aos pilotos por estarem a fazer muitas horas seguidas de vôo, então que se pague mas a empresa não tem que receber nada relativamente à mão-de-obra que é qualificada porque o país a qualificou.


A Prevenção

No que diz respeito à prevenção há imensas formas de colocarmos as coisas. Primeiro, como diz Henrique Pereira dos Santos no Público, temos que deixar de lado as teorias do imprevisível e perceber que o fogo é muito mas muito mais previsível que um sismo porém a grande diferença é a forma como se combate ambos.

No que diz respeito aos sismos, a prevenção é feita antes na construção dos edifícios. Ao contrário da prevenção nos sismos, à pouca ação de prevenção nos incêndios pois não vemos uma gestão do território e não se pensa no loteamento e limpeza das matas, removendo a vegetação seca que se torna combustível para a sua proliferação.

A prevenção passa, obviamente, pela mudança do paradigma dos bombeiros. Temos obviamente de ter bombeiros profissionais e estes não necessitam de ser todos profissionais mas devem, na sua maioria, sê-lo. Faz tempo que defendo que os bombeiros devem ser colaboradores das autarquias, estes devem ser, nomeadamente, responsáveis por averiguar o estado das matas. Podem e devem ter recursos para as limpar, para cortar as árvores que estejam a mais, para limpar as bermas dos caminhos existentes nas matas e, quando pertinente, poderem proceder ao seu alargamento de forma a que haja condições de combate aos incêndios.

Nas aldeias existentes no meio das matas deverá haver uma política de contenção de incêndios, criando para esse efeito zonas por onde possa circular água que teria como objetivo evitar a proliferação do fogo. As pessoas que residam nessas zonas também devem ter locais que se possam refugiar do fumo e fogo e até máscaras que as possam ajudar a resistir nessas circunstâncias.


Os Lobbies

Há tanto a fazer mas há quem não queira que se faça. O combate aos incêndios não interessa aos lobistas pois as empresas do papel pagam menos pelas árvores queimadas e as empresas dos meios aéreos só são chamadas se houverem incêndios que o justifiquem.

Temos que deixar de permitir que se faça lobbie nesta área. Temos que exigir ao Governo que coloque a força aérea como única força responsável pelo combate aéreo a incêndios.


O SIRESP

Este sistema de comunicação tem algumas debilidades como é certo e sabido. Contudo acredito que essas debilidades poderiam ser ultrapassadas se, quando perdêssemos uma antena ou a ligação a esta, pudéssemos colocar um drone no ar que substituísse essa antena. É claro que temos que perceber que a forma de comunicar entre os drones e as centrais de comunicação passaria a ser através de uma ligação sem fios.

Temos boas universidades. Temos que perceber que este tipo de trabalho têm que ser dados a universidades pois as universidades vão sempre estar lá e as empresas não e, depois, se precisarmos de ajustes aos sistemas, podemos não ter essas empresas para nos ajudar.

Ismael Guimarães, AD

Sou um jovem adulto com muita tendência para a inovação. Tenho alguns projetos na gaveta que estão lá à espera do momento certo, de conhecer as pessoas certas ou de encontrar os parceiros certos.

Neste caso, esses parceiros teriam que ser da área do marketing, do webdesign e da fotografia, bem como da área do capital (de risco) pois sem dinheiro nada se consegue. Está bem presente em minha vida que Dinheiro gera Dinheiro!

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